Compilado de Questões Resolvidas


O trecho a seguir foi extraído da página Mude.nu e trata da forma como nosso cérebro funciona quando estudamos e precisamos guardar o que aprendemos.

Entendendo como a mente guarda informações
Cortar o cérebro ao meio não vai nos ajudar a entendê-lo, sinto muito.
(...)
Quando estamos estudando, o que acontece?
Ao nos depararmos com um conteúdo novo, ele é manipulado pela memória de curto prazo: durante a leitura (ou em uma aula), estamos pensando a respeito do conceito, como ele faz sentido, como ele se aplica. Se quisermos lembrar dele depois de uma hora, no outro dia ou na hora da prova, é necessário transferi-lo para um armazenamento permanente.
Há várias técnicas para fazer isso e qualquer uma delas vai envolver um ou mais dos seguintes cinco elementos: chunking, repetição, imagens, mnemônicos e codificação.
Chunking significa quebrar o conteúdo em pedaços que tenham algum significado. Por exemplo, primeiro separar os estados brasileiros em regiões diferentes para depois memorizar as capitais de cada um.
Repetição é um termo autoexplicativo. Repetir ajuda, mas por si mesma não dá conta.
A Imagem trata de criar figuras mentais para guardar informações, já que nossa memória para imagens é bastante superior.
Mnemônicos são qualquer técnica que ajude com memorização, como a criação de músicas, siglas e frases que facilitem o armazenamento — como as frases que contêm os elementos da tabela periódica (“Helio Negou Arroz a Karina e Xerem a Ronaldo”).
Codificação é buscar entender os princípios, aquilo que há por trás da informação que precisa ser guardada, para que você possa codificá-la de modo mais prático. Por exemplo, ao invés de memorizar todas aquelas formas de trigonometria (sen²x + cos²x = 1, tan²x + 1 = sec²x etc.), aprender como deduzi-las é bem mais simples.
Quanto mais elementos desses forem envolvidos, mais eficiente será o modo de formação de memórias. No caso do modo tradicional de estudo, ele só envolve um, a repetição, criando memórias rasas e deixando de lado todo o potencial disponível. Mas, se quisermos utilizar na prática, como funciona essa alternativa ao decoreba?
Digamos, por exemplo, que estejamos estudando biologia das células e chegamos ao estudo das organelas. O procedimento comum seria quebrar o assunto em frases a serem memorizadas:
“A subestruturas das células são chamadas de organelas.”
“As organelas eucarióticas mais importantes são o cloroplasto, os retículos endoplasmáticos, o complexo de Golgi, a mitocôndria, os vacúolos e o núcleo celular.”
“A função da mitocôndria é produção de energia para a célula.”
“Os retículos endoplasmáticos aparecem em dois tipos…”
Sem uma compreensão profunda ou modos alternativos de olhar para as mesmas informações, o aprendizado do tema se torna associações simples entre termos sem significados, que são guardados apenas porque são repetidas indefinidamente. Um esforço similar seria eu pedir para você memorizar os pares: §aasd&*24( junto a 5whebu0#$t e lç35@#45[; junto a +$@#ft56[!.
Nosso cérebro evoluiu para enxergar padrões e significados; fornecer elementos sem conexões aparentes e aleatórios para ele guardar simplesmente não funciona. Mesmo participantes de campeonatos mundiais de memória usam os elementos descritos mais acima para atribuir significado aos itens aleatórios que memorizam; caso contrário, seria impossível.
Para o nosso estudo de organelas, haveria várias possibilidades, dentre elas:
Ao estudar detalhadamente a função de cada uma delas, traçar paralelos com, digamos, o corpo humano. O ser humano precisa respirar (usar oxigênio para obter energia), as células também usam as mitocôndrias para isso. Precisamos digerir os alimentos, mais ou menos o que os lisossomos fazem para as células. Daí em diante.
Usar imagens vívidas, combinadas com nossa avantajada memória espacial para, por exemplo, colocar uma organela em cada vão de sua casa, comportando-se de um jeito engraçado. Mitocôndrias no quarto brincando com tanques de oxigênio, lisossomos devorando a comida da geladeira, complexos de Golgi no banheiro…
Criar uma frase ou uma música para ajudar a associar cada item a sua função principal (como exposto para a tabela periódica).
Quando você entende como a memória funciona, o aprendizado fica mais simples, já que as possibilidades se expandem: repetição simples? Não mais. Agora há vários elementos que você pode adicionar no processo de estudo para aumentar a qualidade do aprendizado.
(Fonte: <http://mude.nu/aprendizado-com-ciencia/>. Acesso em: 24 jan. 2017.)

A partir do texto, avalie as afirmações a seguir:

         I.            Estudar apenas através de repetição pode ter efeito, mas não é suficiente. Para que a memorização do conteúdo seja mais efetiva, é importante estabelecer padrões, relações e significados entre suas partes.
       II.            O processo de aprendizado apenas se torna completo quando se passa da posição passiva de mera leitura e repetição para uma postura ativa, de esforço de entendimento do objeto.
     III.            Ainda que o conteúdo do aprendizado esteja na forma de texto, é possível memorizá-lo de forma imagética, construindo associações com figuras, músicas ou situações cotidianas.

Estão corretas:
Escolha uma:
Correto
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A seguir, estão apresentadas dez formas de desenvolver uma prática permanente de aprendizagem, extraídas do artigo Aprendizagem contínua: 10 maneiras para aplicá-la.
1 – Leia, sem restrições
Compre jornais, pesquise na internet sobre assuntos de seu interesse, peça indicação de livros a amigos, mas, acima de tudo, mantenha a curiosidade. A leitura não apenas ajuda na expansão do conhecimento e de ideias, mas é um fator crucial para que se desenvolva um vasto vocabulário e boa escrita.
2 – Conecte-se com pessoas interessantes
Entre em contato com pessoas que você admira e que possam ajudá-lo a evoluir em sua aprendizagem contínua. Se você tem Twitter, pode usá-lo para organizar um encontro e compartilhar ideias e assuntos de interesse comum.
3 – Ensine
Há quem concorde que ensinar é a melhor forma de aprender. É um teste de conhecimento, no qual você se certifica de que realmente entende do assunto. E o melhor: você ajuda outras pessoas a expandirem sua aprendizagem.
4 – Crie uma lista
Antes de mergulhar em uma área ou assunto, pesquise e faça anotações. Com isso, crie uma lista de assuntos que deseja explorar. Ficará mais fácil manter o foco e desenvolver a melhor estratégia para ir fundo na sua aprendizagem.
5 – Inicie seu próprio projeto
Se você é um professor, encoraje seus alunos a começarem seus próprios projetos, com metas e objetivos. Isso os ajudará a seguir esse processo no futuro, e aplicá-los a diferentes contextos.
6 – Ambiente personalizado de aprendizagem
Identificar o melhor método de aprendizagem para você será fundamental. Dessa forma, você pode tirar proveito de recursos e personalizá-los. Usar um ambiente de aprendizagem personalizado, como GoConqr, pode ajudar a adotar técnicas que estudantes e professores usarão durante sua jornada na descoberta do conhecimento.
7 – Experimente novas formas de aprender
Crie mapas mentais, assista a documentários, use música para estudar, crie jogos de memória com flashcards. As formas alternativas de adquirir conhecimento são infinitas.
8 – Junte-se a um grupo de estudo
Encontre grupos de estudos no ambiente virtual para que você possa colaborar e aprender. Participar de um grupo de estudo é mais uma forma de conectar-se com pessoas com diferentes experiências e conhecimento. A troca é sempre bem-sucedida.
9 – Encontre um emprego que lhe motive a aprender
Acomodar-se pode ser exaustivo. Escolha uma profissão que lhe inspire a se atualizar de tempos em tempos, a aprender novas funções e ampliar seu conhecimento sobre o assunto.
10 – Faça disso prioridade
O dia de iniciar sua jornada pela aprendizagem contínua é hoje. Seja você um professor, aluno, profissional – faça da aprendizagem contínua uma prioridade em sua vida. Quando aprender se torna um processo permanente, é possível transformá-lo em algo leve, divertido e funcional.


Assinale a alternativa que apresenta práticas coerentes com as formas de aprendizagem contínua apresentadas no texto.
         I.            Manter uma rotina frequente de leitura de livros, blogs e páginas na internet sobre os temas aos quais se dedica pessoal e profissionalmente.
       II.            Buscar formas coletivas de construção e troca de conhecimentos e experiências, com colegas de estudos ou trabalho, potencializando o próprio aprendizado.
     III.            Conhecer novas formas de aprendizado, especialmente a partir de novas tecnologias e plataformas educativas.

É correto o que se diz em:
Escolha uma:
Correto
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Leia, a seguir, trechos de uma reportagem sobre a importância de aprender a aprender no mundo do século XXI.
Para século 21, o importante é 'aprender a aprender'
Para enfrentar os desafios do século 21, não basta frequentar as aulas e decorar conteúdo. É preciso mais. Uma das habilidades necessárias é a de aprender a aprender. Ou seja, de maneira autônoma, o estudante precisa saber não só o que, mas também precisa saber como estudar. E, já adiantamos, não basta apenas ler tudo aquilo que o professor orienta em sala de aula.
"Trata-se de desenvolver capacidades para você aprender como disciplina, foco, precisão. E isso pressupõe criatividade, responsabilidade e concentração", explica o professor Sergio Ferreira do Amaral, da Faculdade de Educação da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) para quem aprender a aprender está muito próximo do conceito de autodidatismo.
Simone André, gerente-executiva de Educação do Instituto Ayrton Senna, tem um conceito parecido. Para ela, aprender a aprender é "a autonomia do estudante em gerir sua própria aprendizagem."
Ou seja, não basta mais para um estudante ficar sentado na sala de aula, recebendo um amontado de conteúdo e sentir que o trabalho todo está feito ao, simplesmente, estudar para uma prova. Segundo os especialistas, o aluno precisa assumir um papel de protagonista nos seus estudos e aprender como estudar aquilo que é de seu interesse.
"É necessário dar ao aluno a escolha do seu caminho. E isso, claro, passa por dar a metodologia de avaliação, ou seja, a prova, levando em consideração o que o aluno quer aprender", afirmou Amaral.
Métodos
Segundo Simone André, existem algumas metodologias que ajudam o professor a trabalhar com um tipo de ensino mais voltado aos estudantes e suas expectativas. Uma delas é a problematização.
O professor pode trabalhar em sala de aula muito mais por meio de perguntas do que por respostas. São essas perguntas que induzem o aluno ao pensamento e à construção do conhecimento na sala de aula", diz Simone André.
Outra metodologia é o trabalho colaborativo. Ao apresentar temas mais complexos do que os habituais, o professor pode orientar os estudantes a trabalharem em times. Com isso, os alunos conseguem perceber que mesmo problemas grandes e complicados podem ser resolvidos.
Uma terceira metodologia é a da posição do professor em relação ao aluno. Sem perder o nível de exigência com os estudantes, o professor precisa adotar uma postura de aproximação e construir com cada um uma relação de autonomia.
"A presença pedagógica do professor em aula é de exigência e de acolhimento", diz Simone.
Uma metodologia que estimula o aprender a estudar é a educação por projetos. O principal é que o estudante aprenda a construir coisas e resolver problemas. E, finalmente, segundo Simone, é fundamental formar leitores e produtores de texto.

A partir do texto, avalie as afirmações a seguir:

         I.            As competências requeridas para o mundo do século XXI demandam capacidade de aprender autonomamente. Para tanto, a experiência do aluno deve tornar-se mais ativa, fazendo dele protagonista do próprio processo de aprendizado, e não mero assimilador de conteúdos.
       II.            Desenvolver a capacidade de aprender a aprender significa conhecer mais intimamente os métodos de aprendizagem, na medida em que possibilitam aprender de forma mais eficiente conteúdos de diversas naturezas, alterando antes a forma de tratá-los.
     III.            Diversos métodos podem contribuir para aprender a aprender. Entre eles, destaca-se a problematização dos temas estudados a partir de projetos, de forma que o aluno desenvolva o hábito de compreender a análise e investigação de um conteúdo em sua plenitude, a partir de uma sequência lógica.

Estão corretas:
Escolha uma:
Correto
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O trecho a seguir foi extraído do artigo Planejamento de Carreira, e traz algumas recomendações para elaborar um planejamento de forma prática e eficiente.
(...) O seu planejamento de carreira pode ser extremamente complexo ou uma pequena lista de tarefas para realizar, tudo depende de como você pretende fazer, mas o importante é fazer um estudo profissional de forma realista e verdadeira.
* Faça um estudo da sua situação
O primeiro passo do planejamento de carreira é saber onde você está atualmente. É preciso saber como está seu contentamento profissional, quais são as suas dores, o que você gostaria de ter. Faça uma análise fria da sua vida.
* Tenha objetivos e metas claros
Além de saber onde está, é preciso saber aonde quer chegar. Trace metas e objetivos para realizar seus sonhos. Se você deseja ganhar R$ 10 mil por mês e cada cliente lhe rende cerca de R$ 1.000, uma meta é conquistar dez clientes por mês, por exemplo.
* Planeje todas as suas ações
Conhecendo sua realidade atual e seus sonhos futuros, você precisa estabelecer ações. Voltando ao exemplo dos clientes, o que você precisa fazer para atingir a meta de conquistar dez clientes por mês?
* Analise todos os resultados
Não basta planejar metas e ações, você precisa fazer essas ações e analisar todos os resultados conquistados. Essa análise te ajudará a saber se as atitudes são realmente efetivas. Se não forem, você precisa mudar o planejamento de carreira. Ele não é estático, deve adaptar-se sempre à nova realidade do coach.
* Nunca pare de estudar
Esse é um erro comum de muitos coaches. Alguns acreditam que chegaram ao topo da profissão e não precisam mais estudar. Essa é uma carreira em constante transformação. É preciso estar sempre se renovando e ter um plano de estudos em seu planejamento de carreira.
* Conheça pessoas novas todos os dias
Essa é uma dica extremamente importante que muitos esquecem. O seu networking é parte crucial da realização do planejamento de carreira. Conheça pessoas novas que vão abrir cada vez mais portas profissionais para você, ainda mais em uma profissão que tem as pessoas como foco de atuação.
* Escolha parceiros de caminhada
É mais rápido ir sozinho, mas acompanhado é possível ir mais longe. Faça parcerias profissionais para atingir seus objetivos e metas. No planejamento de carreira, escolha pessoas com quem gostaria de trabalhar e as ações para conquistar essas parcerias.
A partir dessas recomendações, avalie as afirmações a seguir.
         I.            O planejamento da carreira exige um esforço de autoconhecimento, já que todo planejamento deve começar por uma avaliação da situação atual. Nessa avaliação, é essencial saber em que ponto da carreira se está, quais são as dificuldades experimentadas e os objetivos futuros.
       II.            Qualquer planejamento de carreira é uma tarefa sempre árdua e complexa, porque deve conter detalhes e metas rigorosos e rígidos. A rigidez é importante para garantir o cumprimento e evitar mudanças que diminuam a eficiência.
     III.            É importante que um plano de carreira contenha metas claras e definidas, mas estas não precisam ser rígidas. Elas devem se adaptar às contingências que surgirem ao longo da carreira.

Estão corretas:
Escolha uma:
Correto
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O conteúdo a seguir foi escrito pela socióloga Maria Alice Setúbal, a partir de um conjunto de visões sobre a importância da educação, reunido em livro citado no texto.

Como a educação mudou minha vida
O Programa Educar para Crescer, do Grupo Abril, elaborou um livro com uma coletânea de depoimentos sobre a importância da educação na vida das pessoas. São relatos inspiradores de profissionais e estudiosos de diversas áreas.
Para muitos, a educação foi a possibilidade de superação da condição social familiar. Fiz parte desse grupo e a leitura dos relatos me instigou a destacar algumas falas que me emocionaram ou que me senti bastante identificada.
Gilberto Dimenstein nos disse que a sua possibilidade de voar no mundo vem da educação: “É o que me permite ver longe, o que me permite ver de cima, de lado, de baixo, fazer voos rasantes nos lagos. Para mim, a educação corresponde às minhas asas”.
Alex Ross destacou a importância da relação com os outros no processo educativo: “Quando nós escutamos uns aos outros, o mundo deixa de ser sobre mim, sobre minha opinião, sobre meus sentimentos”. Já Marina Silva ressalta que teve o privilégio de ter uma educação não formal, rica e valorosa. Mas afirma que a educação formal “ampliou meu olhar e minha escuta, aguçou o desejo de aprender e o prazer de ensinar”.
Um professor especial foi muitas vezes destacado, como quando Alice Ruiz conta que ganhou seu primeiro livro de uma professora de história:  “Descobri o mundo e virei uma leitora voraz… eles (professores) me ensinaram algo muito importante: gostar de aprender”. Ou quando Betty Milan enfatiza que a educação muda a vida desde que encontremos nossos mestres.
O relato sobre os professores que mais me surpreendeu foi de Francisco Bosco, que descreveu um professor que foi decisivo em sua vida logo que entrou na faculdade: “Nunca me esqueci dessa figura que dava aulas arrebatadoras. Eu quase nunca entendia do que se tratava, mas sentia que valia a pena dedicar a minha vida a conseguir chegar àquele arrebatamento. Desde então, passei a ter como espelho a figura do professor arrebatador. Não faço ideia de que matéria ele ensinava. Era professor da vida, como todo bom professor”.
Os livros foram fundamentais para muitas pessoas, como Ferrez, que relata que a educação lhe trouxe a literatura e a cultura, as quais revolucionaram sua vida; ou para Marta Medeiros que, ao falar de sua escola, destaca que “foi lá que conheci Monteiro Lobato, aprendi a ter curiosidade sobre o mundo”.
Miltou Hatoum, no Colégio Estadual do Amazonas, aprendeu “a ler romances fundamentais para minha experiência de leitor e, vários anos depois, para o trabalho como escritor”. Lya Luft também destaca a educação formal como espinha dorsal para a leitura: “Leituras, vivências, inquietação do espírito dão a forma, fornecem asas e botas de sete léguas”.
Em muitos relatos, especialmente dos intelectuais destacados das nossas universidades, a educação e os estudos só adquiriram sentido quando entraram na universidade, e foi essa experiência que transformou radicalmente suas vidas e o rumo que tomaram a partir de então. Cadão Volpato assinala: “Quanto à universidade, bem, esse foi outro planeta. E o melhor da vida estava lá, nesse planeta distante”.
Como várias pessoas, no meu relato destaco a importância que meus pais tiveram na minha educação ao me proporcionar não apenas frequência a boas escolas como também um ambiente de descobertas culturais, sociais e políticas.
Em relação à escola, destaco minha experiência no antigo ginásio, no qual, por meio de uma metodologia experimental que estimulava a pesquisa, os trabalhos em grupos e os projetos coletivos, pude vivenciar espaços de criação e participação.
Entrar no curso de Ciências Sociais da USP (Universidade de São Paulo) também foi uma etapa decisiva na minha vida, pois aprofundou e consolidou minha visão de mundo e meu compromisso com o Brasil e a justiça social.


As afirmações a seguir contêm algumas visões extraídas do texto sobre o papel da educação.

         I.            Alex Ross trata do importante papel da educação na compreensão e convivência com o diferente, essencial para a construção de uma sociedade harmoniosa.
       II.            Francisco Bosco, a partir da própria experiência pessoal, destaca a importância do professor para além do conteúdo, como mestre que prepara para a vida de forma marcante.
     III.            Ferrez e Milton Hatoum relatam a importância da leitura como parte da experiência educacional, pela cultura e capacidade de escrita que proporciona; e Lya Luft ressalta a importância da educação formal para uma boa capacidade de leitura.

Estão corretas:
Escolha uma:
Correto
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Ter disciplina para estudar para concursos públicos não é simples. Leia a seguir os trechos da matéria e escolha as afirmações que mais se adequam.
Muita gente começa a se interessar pelos concursos públicos, mas não tem a menor ideia de como começar. Para quem pretende iniciar um projeto consistente e organizado, o melhor é escolher uma área de concursos para iniciar uma preparação com antecedência, sem estar vinculada à expectativa do edital de um determinado concurso.
O estudo deve começar pelas disciplinas básicas – aquelas matérias que caem em todos os concursos da área. Assim, o candidato estará se preparando para diversos concursos ao mesmo tempo. Além disso, o conhecimento relacionado às disciplinas básicas muitas vezes é importante para a compreensão de outras disciplinas.
Apoio na preparação: sempre que possível, é interessante utilizar a ajuda de um curso preparatório.
Organizar a rotina
Seja a preparação para um concurso que “está na rua”, seja uma preparação antecipada, o estudo será mais produtivo se o candidato assumir o controle da sua vida e do seu tempo
Mesmo que todo o dia esteja disponível para estudo, é preciso começar com pouco tempo e aumentar gradativamente, conforme o candidato sentir que tem condições.
Feito isso, podemos distribuir as disciplinas que serão estudadas. Vale lembrar que é importante reservar intervalos – 15 minutos – a cada hora e meia a duas de estudo e entre os turnos do dia – 1 hora, pelo menos, entre manhã/tarde e tarde/noite. Deixar um dia livre na semana (ou, ao menos, um turno livre) também é essencial para que o candidato possa recarregar as baterias para a semana seguinte.
Outro cuidado que se deve tomar, sempre que possível, é alternar matérias de exatas, como matemática e afins, com matérias de linguística, como português e direitos. É interessante também colocar as matérias com as quais se tem menos afinidade nos melhores horários de estudo, deixando os piores horários para as disciplinas mais agradáveis.
Para evitar frustrações, o candidato deve estar ciente de que a aprovação pode levar alguns meses ou até alguns anos, dependendo do tipo e da complexidade do concurso. Reprovações também podem acontecer, mas são apenas etapas do processo e indicam que há aspectos a melhorar, seja no conhecimento da teoria, na estratégia de prova ou no equilíbrio emocional. Fazem parte da trajetória até a aprovação.


Leia as afirmações:
         I.            O candidato precisará estudar disciplinas que nunca viu antes, e a orientação do professor facilita a compreensão daqueles conteúdos.
       II.            Estudar “no tempo que sobra” é pouco eficiente, além de causar bastante angústia, porque a sensação de culpa é permanente.
     III.            Um calendário com os períodos disponíveis facilita o planejamento e a rotina.
    IV.            Quando se tem o dia todo disponível para os estudos, os resultados são melhores, uma vez que o candidato pode se dedicar o tempo todo.
Estão corretas:
Escolha uma:
Correto
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O trecho a seguir foi extraído da página Mude.nu e busca explicar a natureza da procrastinação.
Os 4 pilares da procrastinação, segundo as pesquisas
Procrastinar não mata apenas os seus sonhos. Além disso, afeta a economia mundial e impede que países e empresas desenvolvam todo o seu potencial.
Por conta disso, esse hábito de deixar para depois o que deveríamos fazer hoje está sendo cada vez mais estudado pela ciência.
Um dos mais completos estudos sobre o assunto, chamado The nature of procrastination: A meta-analytic and theoretical review of quintessential self-regulatory failure, foi publicado em 2007 pelo Dr. Piers Steel, professor de comportamento organizacional da Universidade de Calgary.
A pesquisa mostrou que, em praticamente todos os casos, quatro pilares estão presentes:
Tarefas de baixo valor: nós deixamos para depois tarefas que consideramos desagradáveis, chatas ou pouco importantes para nossos objetivos de vida. O exemplo mais claro disso é a declaração de Imposto de Renda, que quase todos os brasileiros deixam para a última hora. Em outras palavras, não procrastinamos coisas de que gostamos ou com as quais sentimos prazer, pois elas nos dão gratificação instantânea.
Personalidade de procrastinador: existe um componente de personalidade (resultado da combinação entre nossa genética e o ambiente em que fomos criados) no ato de procrastinar. Isso significa que algumas pessoas são mais propensas a procrastinar do que outras.
Expectativa de dificuldade: se você espera que uma tarefa vai ser difícil de cumprir, naturalmente sua tendência vai ser adiá-la o quanto for possível.
Medo de falhar: um dos motivos pelos quais procrastinamos é o receio, mesmo que inconsciente, de que não conseguiremos realizar aquela tarefa a contento. Pense em uma pessoa que quer empreender, mas que tem medo de abrir a empresa e ela não dar certo. Se isso acontecer, toda aquela construção psicológica de “eu sou um empreendedor” vai por água abaixo. Então, para proteger a identidade que nós mesmos criamos, acabamos não nos arriscando em tarefas desse tipo, ou as adiamos ao máximo.
(...)
(Fonte: <http://mude.nu/procrastinacao/>. Acesso em: 24 jan. 2017.)



A partir dos pilares apresentados no texto, avalie as formas de superação do comportamento procrastinador a seguir.

         I.            Estabelecer prioridades que considerem todas as atividades que se deve realizar, as mais e as menos importantes. Assim, haverá momentos definidos para aquelas atividades que se deixam para depois por sua falta de importância.
       II.            Preparar-se para as atividades que se deve realizar, independentemente de seu nível de dificuldade, e planejá-las estabelecendo momentos definidos.
     III.            Ter confiança no próprio desempenho e não ter medo de realizar aquilo que se planejou. Para isso, é importante reconhecer o erro como parte de qualquer empreitada.
Estão corretos:
Escolha uma:
Correto
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Leia atentamente a lista de benefícios que podem ser alcançados quando viajamos.
Outras culturas
As diferenças estão na culinária, estilo de vida, crenças, entre muitas outras coisas. Vale muito obter esse conhecimento através do contato direto com outras culturas. Ao compreender as diversas culturas, desempenhamos um papel vital para nossa educação.
Aprender línguas
Quando viajamos para o exterior, temos contato com a língua nativa do local. Isso nos permite aprender, pelo menos, o básico, já que somos “forçados” a ouvir e pronunciar algumas palavras.
Sobre a natureza
Esse contato é essencial para resolver questões, como a poluição do ar, alterações climáticas e outras.
Ser independente
Quando você viaja sozinho, acaba sendo obrigado a ser independente. Viajar faz com que aprendamos a tomar decisões e iniciativas por nós mesmos. Quando não temos ninguém para nos dizer o que e como fazer, também não temos ninguém para terceirizar nossas tarefas.
Aprender história
Na escola, aprendemos sobre os eventos históricos e as civilizações. Mas quando viajamos, temos contato com tudo isso de forma mais divertida. Aproveitar para conhecer museus, galerias e palácios é poder ter contato direto com a cultura e história local.
Desenvolver habilidades sociais
Mesmo que você seja tímido, em uma viagem irá adquirir maior habilidade social. Isso porque em uma viagem se torna quase que obrigatório falar e pedir favor a estranhos.
Fazer coisas novas
Em uma viagem, você será testado a cada passo que der, já que estará explorando um caminho desconhecido. Ao viajar, naturalmente você será forçado a fazer tantas coisas que normalmente não teria feito. A cada viagem, uma experiência nova para experimentar e aprender. Além disso, você estará fora da sua zona de conforto, o que te obriga aprender a se adaptar no novo ambiente.
Aprender sobre o mundo atual
As viagens nos ensinam não apenas sobre o passado, mas também sobre a atualidade. Essa é a melhor forma de entender a situação política, estrutura social e o cenário econômico do mundo atual. É fato que nosso ponto de vista sobre as culturas e pessoas distantes é influenciado pelo que vemos nas mídias.

Assinale a alternativa que apresenta uma ideia retirada do texto.
Escolha uma:
Correto
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As respostas a seguir foram extraídas de uma entrevista com o neurocientista Sidarta Ribeiro, do Instituto do Cérebro de Natal/RN, publicada no Nexo Jornal.
Como seria o ensino baseado em evidências?
O Brasil tem muitos modelos educacionais, mas é tudo na base da opinião. É sempre ‘ah, eu tenho 20 anos de magistério, minha experiência é tal’. É tudo muito amador. Precisamos criar uma geração de pesquisadores e educadores capazes de fazer pesquisa científica em sala de aula. Se Kumon é melhor que tabuada, vamos testar, como se fosse um modelo clínico, estatístico. Mas se você fala isso, os pedagogos odeiam. Dizem que não farão experimento nos alunos. Mas, na verdade, sempre que você dá aula, faz um experimento. Só não é controlado.
Você concorda com as análises de que a tecnologia está nos tornando mais burros?
Existe um impacto enorme. Bom e ruim. Uma pessoa da época do Homero, que sabia recitar a Ilíada, tinha uma quantidade de memória que hoje ninguém tem. Nos anos 1980, eu tinha 50 telefones memorizados. Hoje eu sei dois, porque a memória está fora do nosso corpo. Temos HD externo. Temos a nuvem. É bom para a sociedade, você não precisa decorar fatos, basta procurar. Mas, se você não tem nenhum fato consigo, fica difícil pensar. Isso é um problema das novas gerações. Elas têm capacidade de fazer muitas coisas ao mesmo tempo, e muito rápido. Mas elas têm cada vez menos capacidade de profundidade. E isso pode ser um grande problema.
E de que maneira podemos exercitar ou reverter isso?
Criar um espaço offline. Situações regulares em que a criança não assista à TV, Netflix, não esteja jogando. Em que ela leia, brinque sozinha, com amigos, faça esportes, tenha contato com a natureza. O que era normal e hoje é luxo. Estar online o tempo todo é uma falta de espaço mental, de introspecção. Se não tiver tédio, não terá profundidade.
Como o sono (e a falta dele) interfere no aprendizado?
Na adolescência, existe um atraso de fase do sono que é fisiológica, além da televisão e da internet. Não faz sentido você levar uma pessoa que ainda não terminou seu último ciclo de sono para a escola, a não ser que lá haja a oportunidade de dormir. Seria uma solução começar a escola mais tarde, mas o horário de início está associado ao trabalho dos pais. O horário não é pedagogicamente otimizado, é laboralmente otimizado, para o patrão. Então, se a escola não pode mudar a estrutura da sociedade, ela deve acolher o aluno. Tá com fome? Tem de comer. Tá com sono? Tem de dormir. É óbvio que deixar ele com sono e fome não vai funcionar.


As afirmações a seguir trazem lições do texto:

         I.            É importante que os métodos de aprendizagem sejam avaliados a partir de seus resultados.
       II.            O sono é parte importante de um processo eficiente de aprendizado, e o período dedicado aos estudos deve estar adaptado a essa necessidade.
     III.            O ritmo frenético de fazer muitas coisas ao mesmo tempo aumenta a agilidade das atividades, mas pode prejudicar sua qualidade, pela falta de profundidade em áreas que demandam maior reflexão.

Quais delas estão corretas?
Escolha uma:
Correto
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As cinco técnicas a seguir foram extraídas do artigo As 10 melhores técnicas de aprendizagem e fixação de conteúdo, e apresentam utilidade alta ou moderada.
1) Prática distribuída (utilidade: alta): a Revista diz que a prática distribuída consiste em distribuir o estudo ao longo do tempo, em vez de concentrar toda a aprendizagem em um bloco só.
Pesquisas mostram que o tempo ótimo de distribuição das sessões de estudo é de 10% a 20% do período em que o conteúdo precisa ser lembrado. Por essa conta, se você quer lembrar algo por cinco anos, você deve espaçar seu aprendizado a cada seis meses. Se quer lembrar por uma semana, deve estudar uma vez por dia.
A prática distribuída também pode ser interpretada como a distribuição do estudo em pequenos períodos ao longo do dia, intervalando com períodos de descanso. Por exemplo, uma hora de manhã, uma hora à tarde e outra hora à noite.
2) Teste prático (utilidade: alta): simular é o melhor caminho. Realizar testes práticos sobre o que você está estudando é uma das duas melhores maneiras de aprendizagem. A pesquisa científica mostrou que realizar testes práticos é até duas vezes mais eficiente do que outras técnicas.
No caso específico de concursos públicos, ou Exame de Ordem, a recomendação é fazer toneladas de exercícios de provas anteriores. Não apenas do cargo para o qual você está estudando, mas qualquer tipo de questão que encontrar pela frente.
3) Estudo intercalado (utilidade: moderada): O estudo intercalado é o que chamamos de rotação de matérias. A pesquisa procurou saber se era mais efetivo estudar tópicos de uma vez ou intercalando diferentes tipos de conteúdo de uma maneira mais aleatória.
Os cientistas concluíram que a intercalação tem utilidade maior em aprendizados envolvendo movimentos físicos e tarefas cognitivas (como ciências exatas).
O principal benefício da intercalação, como já havíamos observado, é fazer com que a pessoa consiga manter-se mais tempo estudando.
4) Autoexplicação (utilidade: moderada): a autoexplicação mostrou-se ser uma técnica útil para aprendizagem de conteúdos mais abstratos. Na prática, trata-se de ler o conteúdo e explicá-lo com suas próprias palavras para você mesmo.
O estudo mostrou que a técnica é mais efetiva se utilizada durante o aprendizado, e não após o estudo.
5) Interrogação elaborativa (utilidade: moderada): a técnica de interrogação elaborativa consiste em criar explicações que justifiquem porque determinados fatos apresentados no texto são verdadeiros.
O estudante deve concentrar-se em perguntas do tipo “Por quê?”, em vez de “O quê?”.
Seguindo o exemplo que demos pouco antes, em vez de decorar um mnemônico como SoCiDiVaPlu, o ideal seria perguntar-se por que o Brasil adota a dignidade da pessoa humana como fundamento da República? E buscar a resposta na origem do estado democrático de Direito e na adoção do princípio da dignidade da pessoa humana pelas principais democracias ocidentais após a Revolução Francesa.
Note que esse tipo de estudo requer um esforço maior do cérebro, pois concentra-se em compreender as causas de determinado fato, investigando suas origens.
Falando especificamente de concursos públicos, a interrogação elaborativa é um grande diferencial na hora de responder redações e questões discursivas.


A partir do texto, estão corretas as afirmações:

         I.            Em um cenário de preparação para as provas finais, é possível se utilizar a técnica da prática distribuída, estudando uma parte do conteúdo por dia.
       II.            Na preparação para uma prova geral muito concorrida, é possível se utilizar a técnica de teste prático, fazendo um conjunto de exercícios de treinamento.
     III.            Na preparação para provas de disciplinas de história, é possível se utilizar a técnica da interrogação elaborativa, criando-se justificativas para os fatos estudados.

É correto o que se diz em:
Escolha uma:
Correto
 

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